Exposição: de 05/12 até 14/12/2014

Exposição: de  05/12 até 14/12/2014

A Casa da Xiclet Galeria e Residência Artística  promove mais uma edição das tradicionais mostras que ironizam os grandes eventos de arte. A 7ª edição da mostra Como Falar de Pessoas que Existem traz obras  dos artistas: Mariluci Jung, Robson Araujo, Lilian Pires, Frederico Evaristo, Marcela Thomé, Lucas Rehnman, Matheus Carrera Massabki, Marina Wolff Perin, Fernando Horta, Fabiana Arruda  + Individual de Matheus Dvco na Residencia Artística.

Como Falar de Pessoas Que Existem
Exposição: De 05 de dezembro até 14  de dezembro de  2015

Horário de Funcionamento
ter. a sex.; das 14h/20h, sab. e dom.; das 14h/18h.

Endereço
R. Fradique Coutinho, 1855 – Vila Madalena
São Paulo-SP, CEP 05416-012, Brasil
Perto do Metrô Vila Madalena.

Comandada pela artista capixaba Adriana Xiclet, a galeria, que também é sua casa, assume caráter controverso e questiona com acidez e bom humoro formato adotado pelas galerias comerciais e pelo circuito artístico.

 

sobre a 31ª Bienal

“Como falar de coisas que não existem”

O título da bienal por vir é uma falácia…

“Não existe o que não existe”
(RES, texto escrito em 24/06/2014 e publicado no site atelierdocentro.com.br)

“Nada virá do nada”
(Shakespeare, Rei Lear, citado por Bateson no livro “Mente e Natureza – A Unidade Necessária)

Muito já foi especulado acerca do “imaterial” na arte, e numa sociedade de premissas bem positivistas isso é no mínimo curioso. Uma instituição que pretende abordar o imaterial ou espiritual na arte precisaria antes de mais nada se problematizar num grau tão alto que espatifaria enquanto instituição e terminaria sem qualquer resultado, exposição, catálogo, lobby.

Se o não-existente existe, ele só pode então ser algo solapador e que varreria do mapa todo tipo de instituições e gregarismos…

Barthes fala deste termo, muito útil para problematizar instituições – “gregarismo”. Apelar para um título destes é gregário, é querer uma aproximação com a forma do Imaterial (se é que isso existe), mas não com o seu sentido intímo, visando um cacauzinho ali na linha do horizonte… Se quiséssemos ser radicais, é desrespeitar por completo tudo aquilo de que arte realmente se trata.

Mas não queremos ser radicais. A poeira é a poeira e ela passa longe do Imaterial da arte. Arte passa longe do Imaterial da arte. A melhor arte vai conseguir um cheirinho só, esquivo e inconclusivo, do Imaterial da arte. Foi sempre assim no Ocidente, onde há problemas e vontade de solucionar, angústia do pesquisador e ímpeto transcendente.

No Zen a coisa parece ser diferente. No Zen esse papo do que não existe é asneira total.

A arte contemporânea quase hegemônica celebrada pela Instituição não é nem Transcendentalista, nem Imanente (como o chá, o arco e flecha e a jardinagem tradicionais japonesas), mas sociológica – ou seja, gregária, pois se aproxima de outro campo, a Sociologia, para buscar sua legitimação mundana.

Arte ativista no grau mais honesto não poderia ser apresentada pelas Instituições, então arte ativista talvez seja o não-existente dessa estória toda…

A Galeria Casa da Xiclet não é Instituição, não quer apresentar o Imaterial, quer proporcionar espaço informal, declaradamente não-institucional, brasileiro, para manifestações artísticas e estéticas.O estético tudo abarca, então tomemos cerveja no seu pátio, escutemos uns LPs velhos, olhemos os visitantes errantes dessa estranha cidade que é São Paulo (também informal até na sua formalidade! desengonçada mesmo!)

Em “brasileiro” cabe uma nota de rodapé… onde eu estabeleceria contrastes, a la Hélio, entre Cultura Transcendente (Europa), Imanente (Japão Zen), e Brasileira (onde a principal característica não é o transcendentalismo europeu, apesar desse ser forte, mas a informalidade, o improviso, a desenvoltura em lidar com mudanças, incorporar a adversidade na sua chave positiva e até ativa, além, é claro, do esforço empreendido em manter as coisas SEMPRE informais – viva a Antropofagia que sacou isso tudo com tanta antecedência! Viva o Brasil!)

Lucas Rehnman (24 de Julho de 2014)

se você também quer expor, siga o regulçamento
https://casadaxiclet.com/2015-inscricoes-abertas-2/

Online
Email: casadaxiclet@gmail.com
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E no canal do YouTube.

Como Chegar

A galeria fecha entre 14/12/14 e 15/01/15.

filme da ultima exposição: 

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