Os sem-galeria

Os sem-galeria – Estadão

Para provocar curadores e galeristas, Feira Marginal reúne 60 criadores em casa na Vila Madalena

Jotabê Medeiros

Rejeitados pela feira SP Arte, que reúne a nata dos artistas de “mercado”, representados por 50 galerias, um grupo de mais de 60 criadores abre hoje uma espécie de exposição-manifesto na Vila Madalena.

Eles contestam o poder dos curadores e dos marchands, o poder das galerias e dos diretores de museus, o poder dos artistas apadrinhados e dos artistas marqueteiros, dos mecenas e dos secretários de Cultura. E eles não querem o poder. A Feira Marginal, que reúne esse Movimento dos Sem-Galeria – e cujo nome e propósitos são uma homenagem ao artista Hélio Oiticica (1939-1980) – será aberta hoje, às 20 horas, na Casa da Xiclet, galeria alternativa na Rua Fradique Coutinho, 1.855 (11 7314-4550).

A “prima rica” da Feira Marginal, a SP Arte, deve movimentar cerca de US$ 2 milhões no mercado de arte. Os excluídos da Feira Marginal, que não estão vendendo suas obras, expõem, ao lado dos seus trabalhos, uma série de e-mails trocados com a curadora da SP Arte, que os rejeitou por não terem o perfil adequado. “Mas onde você vai adquirir experiência se ninguém te dá uma chance?”, questiona Xiclet, codinome da capixaba Adriana Matos Alves Duarte, da Casa da Xiclet, que organiza a Feira Marginal.

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