Casa da Xiclet

PRÓXIMA EXPOSIÇÃO – 11 DE MAIO

A Casa da Xiclet  ABRE DIA 11 de maio, sábado, as 19H, a exposição coletiva
X-FILET (Festival Internacional da Linguagem Eletrônica Tutti-Frutti)
Exposição: de 11 de maio a 30 de junho de 2013

Da exposição participarão 19 artistas contemporâneos, dentre eles um dos  ganhadores do 4º Salão dos Artistas Sem Galeria Fábio Leão e a artista contemplada pelo PROAC Debora Wadman. Cada um utiliza-se de técnicas distintas para expressar esse dialogo entre mente e corpo, corpo e cidade. A linguagem eletrônica fica por conta dos aparelhos eletrônicos existentes na casa/galeria, xerox de um filé mignon ,  projeção de filmes e jogos de video-game.

A mostra X-Filet reúne obras dos artistas: Àgueda Ferrão, Aldrin Booz, Carla Meurer Magalhães44, Daniel de Oliveira, Debora Waldman, Denise Meyer, Fábio Leão, Jeesse Ferreira Farias Junior, Kadu Moura, Lucas Rhenman, Marcelo Gandini, Matheus Carrera Massabki, Monica Nitz, Paulo Lobo, Renato Fregnani, Rogério Camargo, Rossana Jardim, Valmir Knop Junior e Xiclet.

NA ABERTURA  projeção do Primeiro episódio da websérie independente Nerd of the Dead. Neste capítulo, Kaiser e Bocarelli descobrem que o apocalipse zumbi chegou no Brasil. E a vida destes dois jovens nerds nunca mais será a mesma.

Websérie de comédia-ação sobre nerds e zumbis. Uma produção brasileira totalmente independente.

@Nerd_Of_TheDead

Contato: contato@urubufilmes.com.br
ou
christiano.tex@gmail.com

Descrição

ELENCO: PEDRO CARVALHO, RODRIGO GASPARINI, DAIANE BUGATTI e GUILHERME LOPES

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: César Ishikawa / Adolpho Veloso
DIREÇÃO DE ARTE: Pedro Catellani & Luisa Doria
SOM DIRETO: Maurício Zani / Kiko Tchilian
PRODUÇÃO DE FIGURINO: Abílio Dias
PRODUÇÃO DE SET: Guilherme Aranha
1a ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Dante Vescio
2a ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Rafael Baliú

MONTAGEM: Daniel Weber & Chris Tex
TRILHA SONORA ORIGINAL: Cabíria Áudio
MIXAGEM: Maurício Zani
EFEITOS VISUAIS: Caio Zilli & Marcelo Borin
VINHETA ANIMADA: Gustavo Kogu
ILUSTRAÇÕES: Camilo Solano

FINALIZAÇÃO: Daniel Weber

ROTEIRO: Rafael Baliú & Chris Tex
PRODUÇÃO: Rodrigo Gasparini
DIREÇÃO Chris Tex

SERVIÇO:

Abertura: SÁBADO, 11 DE MAIO , A PARTIR DAS 19H.
Local: CASA DA XICLET GALERIA
Endereço: Rua Fradique Coutinho, 1855
CEP 05416-012, Pinheiros, São Paulo – SP
Horários: de quinta  a domingo, das 14 às 20h
Atenção: não abrimos segundas, terça, quartas e feriados
Endereço Eletronico: www.casadaxiclet.com
Site: casadaxiclet@gmail.com
Entrada franca e livre

x filet 2013

 

CASA DA XICLET GALERIA por ANDRÉ SZTUTMAN.

Artista humilde e amigo

A Casa da Xiclet é uma galeria de arte e também uma residência. A presença de uma transforma a outra – a galeria é diferente por causa da casa e a casa é diferente por causa da galeria. Além disso, a partir da consciência desse processo, existe a perspectiva da galeria-casa como obra.

O conteúdo da ‘obra’ deriva de três espaços: O espaço da galeria (galpão chamado Let´s Xic) e o que lhe diz respeito, ou seja, sua política; sua organização; seus temas; suas exposições e mostras, as pessoas envolvidas e suas atuações diversas; a sua divulgação,a sua comunicação com a mídia e através dela, com o circuito da arte, etc. O espaço da casa, ou seja, o quarto, a cozinha, o banheiro, os utensílios domésticos, a privacidade de quem mora ali, o respeito que se tem ao entrar na casa de alguém, a educação, e também a informalidade, a intimidade entre as pessoas, a praticidade, e a possibilidade de ócio, etc. E o terceiro espaço é o da identidade daquele lugar, onde a casa e a galeria se fundem, uma vez que o limite entre elas é flexível e pode se esgarçar ou se atenuar, conforme as circunstâncias. Este terceiro espaço cresce em conteúdo na medida em que se vive nele, o que permite o compreender e o constituir.

A programação do espaço inclui exposições de artes, espetáculos musicais, projeção de filmes, eventos, jogos, festas, palestras e oficinas. TUDO EM UM AMBIENTE CASEIRO ONDE SE PODE VIVENCIAR O LAZER CULTURAL. Não é underground é Playground! e Não é Ponto de Cultura, é Ponto de Interrogação.

A compreensão deste espaço híbrido se expressa muitas vezes através dos slogans e das divulgações da casa, assim como nos próprios temas das exposições. Estes, a partir de uma posição crítica e ideológica, desvelam esse conteúdo gradualmente. Por exemplo: A exposição que normalmente ocorre em janeiro / fevereiro propõe aos artistas participantes que pensem em obras que envolvam o jogo e interatividade, e ao mesmo tempo, comenta a questão do ressurgimento da aura através de uma crítica ao status ‘underground’: o slogan da exposição é “NÃO É UNDERGROUND , É PLAYGROUND”. O underground se tornou uma marca, uma maquiagem.

O playground por sua vez é um espaço que não tem a menor autonomia, que depende do exercício de ações dentro dele, podendo ocupar espaços variados como o de um tanque de areia, de uma casa, de um quintal, de uma calçada na rua ou de um parque mas onde sobretudo, sua caracterização depende das atividades ali desprendidas.Um fator importante diz respeito à acessibilidade da casa, que abre inscrições, mediante um valor que é cobrado, indiscriminadamente, para quem quiser participar.

A casa trabalha com um amplo espectro tanto quantitativamente quanto qualitativamente. São muitos artistas. Enquanto uma galeria convencional trabalha com quinze ou vinte artistas por ano, a casa da xiclet trabalha com quinze ou vinte artistas por mês. Além disso, por não haver seleção de obras, há essa variante qualitativa, onde encontramos tanto trabalhos situados no atual contexto de produção de arte contemporânea, a par de suas discussões, quanto pinturas de ‘praça da república’. Há ali publicitários, fotógrafos, médicos, donas-de-casa, adolescentes, cineastas, coletivos, anônimos, desempregados, e todo o tipo de artistas, em fim, muita gente diferente expondo.

DESSA MANEIRA, O ESPAÇO DA GALERIA DE ARTE NÃO NOS DIZ O QUE É ARTE E O QUE NÃO É, NÃO DETÉM ESTE PODER NEM ASSUME ESSE PAPEL, E A EXPERIÊNCIA É MAIS RICA POR CAUSA DISSO.

A experiência se enriquece na medida em que o público (que também é visita) está livre de uma relação imperativa. Surge um contexto propício para o aprendizado, e para uma compreensão das obras que não a partir de seu status de elevação, mas de seu conteúdo, que nesse contexto se sobressai.

A casa como obra vai contra qualquer noção de “obra” fechada em si mesma. É imaterial, é um conjunto de relações, de pessoas, de acontecimentos. Mas é também a favor de todas as obras que possam surgir nesse espaço cujo valor definitivo é a convivência.

O fato de não haver um imperativo ‘arte’ por meio de uma espécie de diluição desta com o espaço comum da vida e pela heterogeneidade dada pela política de não-seleção é de suma importância em uma análise de estratégias de desmistificação. Essa política se expressa num slogan da casa, “SEM-CURADORIA, SEM-SELEÇÃO, SEM-JUROS, SEM-JABÁ, SEM-ENTRADA , SEM-PATROCINADOR E SEM-SAÍDA”.

O processo de criação surge da vivência contínua e da manutenção desta; da possibilidade de ócio, durante o almoço, tomando cerveja, da informalidade, nascem as melhores idéias. Foi o caso do nome da ‘Auto-Escola’, setor educativo da casa que se dedica à criação de cursos e oficinas, e disponibiliza um espaço gratuito para artistas que apresentarem projetos, e funciona como uma auto-gestão independente da galeria. Há uma tendência clara em brincar com as palavras e com humor.

Outra tendência forte é a de usar o próprio circuito ‘oficial’ das artes e seus “conceitos” como material de trabalho. A mostra de arte eletrônica ‘FILE’, que ocorre anualmente em São Paulo, por exemplo, foi material para a casa da Xiclet criar a sua própria versão paródica, intitulada X-Filet (X Festival Internacional da Linguagem Eletrônica Tutti-Frutti). O cartaz dessa exposição é uma seqüência de imagens xerocadas de um contra-filé. Outro exemplo foi a ‘resposta’ da casa da xiclet à bienal vazia: uma mostra coletiva intitulada “Bienal: To Cheia”.

Dessa forma é comum que a programação da casa tenha um paralelo com a programação das instituições do circuito. Mas a Xiclet persiste: “NÃO É PARALELO, É VERTICAL”, driblando com criatividade o perigo de se cair na mesma armadilha do ‘underground’.

A ameaça à noção de aura está contida na negação de seu emprego como pedestal-muleta ou como afirmação imperativa de ‘ISSO É ARTE, ISSO NÃO É ARTE’. Em face da dinâmica da casa, a aura perde totalmente sua função.

ARTISTAS EM OBRAS 1 – GABRIEL MÜLLER BARBOSA 01

GABRIEL MÜLLER BARBOSA, São Paulo, SP, 1991 – leitura dinâmica do livro “Divina Comédia” de Dante Alighieri – dia 17/12 (das 19 as 21h)

ESPAÇOS INDEPENDENTES – A ALMA É O SEGREDO DO NEGÓCIO expõe as diversas facetas e campos de atuação dos espaços independentes voltados à arte contemporânea, mostrando suas atividades e resultados de forma acumulativa durante o período de exposição. Para tal, o Ateliê 397, organizador da mostra, criou um recorte de espaços que apresentam há anos programações significativas para a experimentação na arte contemporânea brasileira.
Os espaços independentes participantes da exposição são: Ateliê397 (São Paulo – SP), Ateliê Aberto (Campinas – SP), Atelier Subterrânea(Porto Alegre – SP), Casa Contemporânea (São Paulo – SP), Casa Tomada (São Paulo – SP) e Casa da Xiclet (São Paulo – SP)

A programação conta também com leituras públicas de portfolio. Inscrições abertas a artistas de todo o país pelo email portfolio@atelie397.com

Onde: Funarte – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos – São Paulo

Entrada gratuita
Não possui estacionamento

Este projeto foi contemplado pela Funarte no Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2012 – Galerias Funarte de Artes Visuais – São Paulo.

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O espaço apresenta , de 11 de setembro a 16 de dezembro de 2012, três etapas do projeto Não Seja Bienal, Não Seja Marginal

A primeira ocorre entre 11/09/12, às 17h, e 07/10/12; com exposição Individual do artista Andre Albuquerque  na Let´s Xic; e  duas coletivas com os artistas: Camilla Nascimento, Eduardo Simões, Hector Hungria, Jeesse Ferreira Farias Junior, Khalil Charif, Lídia Ganhito, Flavio Abuhab, João Tolovi, Julia Lopez da Mota, La Escada  e Neuza Takahashi Hoshino. Video-performance [SSEX BBOX] Epsódios #1 e #2, da artista multimidia Priscilla Bertucci , dia 11/09/12 , às 19h.

A segunda de ocorre entre 19/10, às 19h, a 11/11/12; reúne obras dos artistas: Bruno de Abreu, Fernando Ekman,Lisa Gordon, Luís Figueiredo, Roberto O’Leary , Simon Fernandes, Jeesse Ferreira Farias Junior, Kadu Moura, Mariana Quintana, Maurício Munuera  e Neuza Takahashi Hoshino. Video-performance [SSEX BBOX] Epsódios #3 e #4, da artista multimidia Priscilla Bertucci , dia 19/10/12 , às 19h.

A última entre 23/11, às 19h, e 16/12/12. Inscrições abertas até 14 de setembro.

O título Não Seja Bienal, Não Seja Marginal além de fazer referência a obra de Hélio Oiticica,  faz referência aos milhões que a Fundação Bienal deve.O maginal-heroi de  Hélio Oiticica (aquele que ficava a margem da sociedade) não existe mais, os marginais de hoje frequentam as grandes festas, têm mansões, são donos de banco (eles vem de dentro da sociedade, de dentro da Bienal.

“Para vocês  verem como foi esquisito o surgimento do mercado de arte no Brasil. As coisas funcionavam assim: antes de um leilão José Paulo inventava as certidões de nascimento, criava cidadãos do nada e, durante os leilões, esses cidadãos arrematavam as obras leiloadas, que depois eram pagas por financiamentos de bancos, cujos gerentes ja estavam previamente comprados por ele. O primeiro banco a suspeitar de suas operações foi o Banco Lavra, depois os outros também começaram a cair em cima. Nessa epoca ele teve um enfarte e foi operado. Algum tempo depois  seu coração não aguentou. E foi aí que a polícia  italiana apareceu”.
Texto retirado do livro Raquel Arnaud e o olhar contemporâneo ( CosacNaify)

Não podemos mais transformar marginais em heróis.


fonte: 
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,AA1401661-5605,00.html

Não quero ser Bienal, Não quero ser Marginal.
Quero “fazer da borda o novo centro!

DA MARGEM AO EPI-CENTRO
ENTRE-VISTA ao musico Moisés Müller e ao cozinheiro Daniel Birolli

A partir da segunda quinzena do mês de setembro a casa será desocupada e passará a ser utilizada, por questões de segurança,  como aterro alegórico. O novo endereço ainda não foi divulgado, mas em entrevista exclusiva com a Secretária Oficial de Assuntos Pendentes, Adriana Matos Alves Duarte, (43anos e 4meses), existe um real interesse em locar um lote na Marginal Pinheiros.

A Entre-vista

Moisés Pergunta: 
Por que essa mudança repentina depois de 10 anos sem Vitória?

Secretária Responde:
É becauseque São Paulo cresceu e ocorreu um deslocamento desnecessário involuntário da margem ao epicentro. Essa situação meio que tá confundindo a  cabeça das pessoas – vamos seguindo pela ordem  “quem não sabe brincar não desce pro play” tá?

Moisés Pergunta: 
Você se considera deslocada agora? no sentido Hiroshiniano?

Secretária Responde:
Não, me considero locada. Antes eu alugava os outros ,agora eles me alugam e não me enxergam.

Moisés Pergunta: 
Você esta sentida com o Mercado de Artes?

Secretária Responde:
Não, Mercado de Artes não faz sentido nenhum.
Não faz nem cócegas assim como  os “arranha-céus não chegam nem aos pés das nuvens” (Maurício Pereira)

Moisés Pergunta: 
O que vem a ser aterro alegórico?

Secretária Responde:
Vontade de sedimentar ( de ser de  menta)

Moisés Pergunta: 
Porque Marginal Pinheiros?

Secretária Responde:
Porque um dia eu vi um menino que trocou o “P” de Pinheiros , por “D” de Dinheiros,
ficando Marginal Dinheiros. Entendeu?

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SILOGEU – a bola 3

UM LIVRO DE VICTORIA BARBOSA E CAIO AMARAL FALCÃO

Lançamento, sábado, dia 11 de Agosto as 18:00

De um lado do espelho estão os homens, a vida e morte, a casa, a mesa de debates; o espelho é a lente fotográfica, o instrumento de leitura de um indivíduo perante o universo; do outro lado, o campo de batalha, o conteúdo dos livros sem matéria, perdido de seu resto, emaranhado a muitas mentiras e algumas verdades, onde o natural e o imortal se confundem e misturam. O olhar que assiste é direcionado por aquele que vê. Isto constitui ficção.

Na CASA DA XICLET
TODOS CONVIDADOS
Como Chegar

          

COLETIVA MoMA (Movimento Organizado do Matheus e Adjacencias)
Exposição: De 13 de JULHO a 12 de AGOSTO de 2012

A coletiva MoMA – Movimento Organizado do Matheus e Adjacências, com curadoria de Matheus Carrera Massabki, reúne obras dos artistas ROBERTO O’LEARY, BRUNO DE ABREU, ANDRE ALBUQUERQUE, MARCUS VINÍCIUS CARAPEÇOS BORGES, FRANCISCO MARANHÃO, NICOLE TAKASSE – (KidWoman), LUÍS FIGUEIREDO, MATCHACA, BRUNA TAKASSE (KidChildren), RAFAEL ABOUD PIOVANI, LUISA DÓRIA, GABRIEL MULLER BARBOSA, STOREO LENARDUCCI e GILBERTO KA$$AB.

“O MoMa é um movimento da psicopatia da arte. 
Queremos fazer vocês se perderem pelo caminho. 
Quebrar a pedra pra ter que observar com calma. 
Aqui entra doido e sai pior.
O MoMA não admite sanidade” 
Matheus Carrera Massabki

  • Comandada pela artista capixaba Adriana Xiclet, a galeria, que também é sua casa, assume caráter controverso e questiona com acidez e bom humor o formato adotado pelas galerias comerciais e pelo circuito artístico. A galeria conta com um calendário de exposições temporárias e mantém acervo de artistas contemporâenos, como Nelson Leirner.

A Arte na Era da Marginalidade

“não seja bienal, não seja marginal”
De 11 de setembro a 16 de dezembro de 2012

Fonte: 
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,AA1401661-5605,00.html

Datas Exposições:
Parte 1: de 11 setembro (terça 17h) a 07 de outubro (domingo) de 2012 (fechado)
Parte 2: de 19 de outubro (sexta, 19h) a 11 novembro (domingo) de 2012
Parte 3: de 23 de novembro (sexta, 19h) a 16 dezembro (domingo) de 2012

REGULAMENTO DA NÃO-BIENAL CASA DA XICLET 2012
Sem-seleção, sem curadoria, sem-jabá, sem-juros, sem-entrada e sem-saída

Pode se inscrever qualquer pessoa com idade igual ou superior a 03 anos.

São aceitas obras plásticas, visuais, performances, músicas e vídeos.
Equipamentos especiais necessários às apresentações de vídeo, áudio e performances devem ser fornecidos pelo artista, sendo de sua total responsabilidade a operacionalização e manutenção dos mesmos. Os dias e horários de exibições serão acertados com a galeria.

Procedimentos
O interessado em participar da exposição deve enviar um email para casadaxiclet@gmail.com com os dados abaixo:
 As vagas desejadas ( ver tabela de preços e espaço abaixo)
 Portfólio com documentação fotográfica da obra do artista, apresentando no máximo 10 (dez) imagens.Se houver vagas a Casa da Xiclet retornará o email com a Ficha de Inscrição. E então, o artista então deve responder o email com:
 Foto da obra que irá expor
 Foto do artista quando pequeno (bebê ou 5, 6 anos de idade)
 Cópia de comprovante bancário de depósito na conta corrente da Xiclet. O recibo original deve permanecer em poder do artista para eventual comprovação que se fizer necessária).

Divisão das vendas de obras
70% para o artista
30% para a Casa da Xiclet

Serviços fornecidos pela Casa da Xiclet
1- Produção /Organização
2- Espaço Expositivo ( Iluminação, manutenção, limpeza)
3- Divulgação
4- Vernissage
5- Atendimento
6- Montagem e Desmontagem ( para 1 obra de cada artista)
7- Vendas ( in loco e online/site)

Espaços e Preços:

Espaço Let´s Xic – obra de no máximo 1,5 x 1,5 cm – R$ 750,00 (3 x 250,)
Sala Especial – obra de no máximo 1m x 1m – R$ 450,00 ( 3 x 150,)
Mini Xicletes – obra de no máximo 50 cm x 50 cm – R$ 100,00  a vista.

Vagas Não-Bienal:

para setembro/outubro
Espaço Let´s Xic - não há vaga
Sala Especial - não há vaga
Mini Xicletes - não há vaga

para outubro/novembro
Espaço Let´s Xic –  não há vaga
Sala Especial – 3 vagas
Mini Xicletes – 4 vagas

para  novembro/dezembro
Espaço Let´s Xic –  6 vagas
Sala Especial – 4 vagas
Mini Xicletes – 3 vagas

Pagamento pode ser parcelado em 3 vezes sendo a 1ª no ato da inscrição ( confirmando sua inscrição), 2ª até o próximo dia 05, 3ª até o próximo próximo dia 05.

 Vídeo: R$100,00 por exibição (duração máxima de 30 minutos)
 Performance: R$100,00 por performance (duração máxima de 30 minutos)

Dados para o depósito da inscrição
Banco do Brasil
Ag.: 3423-1
C/C.: 16.522-0
Adriana Matos Alves Duarte

A inscrição somente será confirmada quando recebermos o comprovante de pagamento por e-mail, que também é o controle de vagas, bem como se deve enviar por e-mail todos os comprovantes de pagamento.

Entrega das obras
Com a confirmação da inscrição o artista deve enviar as obras, assinadas no verso, devidamente embaladas, juntamente com a Ficha de Inscrição, completamente preenchida e assinada para a Casa da Xiclet.
É de inteira responsabilidade dos artistas o transporte das obras.
É imprescindível que as obras cheguem na data determinada pela galeria. Caso a obra não chegue no prazo, não mais entrará na exposição e o dinheiro da inscrição não será devolvido.

Retirada das Obras
As obras não podem ser retiradas antes do término da exposição.
Atenção: O artista tem até 7 dias após o termino da exposição para retirar suas obras, caso contrário elas serão incorporadas ao acervo da Casa da Xiclet que poderá dispô-las como e onde quiser.

Endereço de entrega
Para Adriana Xiclet
Rua Fradique Coutinho, 1855
Pinheiros– São Paulo – SP
CEP: 05416-012
Brasil
As obras também podem ser entregues pessoalmente, em data e horário a serem combinados previamente com a galeria.
Outros detalhes
 As obras a serem expostas devem estar em condições apresentáveis.
 Em caso de fotografias envie com a obra fita banana ou de silicone, ou coloque um suporte para prego na obra.
 A Casa da Xiclet se reserva o direito de vetar obras e apresentações que danifiquem a integridade física e ideológica do espaço.
 Caso alguma obra ou apresentação danifique o espaço, o artista deverá arcar com os reparos na integra. As paredes da galeria deverão ser entregues da mesma forma em que foram recebidas.
 Obras muito ruins não serão expostas e devolveremos o dinheiro da inscrição.
 Todas as obras selecionadas e suas imagens poderão ser utilizadas para divulgação do evento pela mídia, tanto antes, como durante e após a mostra.
 Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela Casa da Xiclet, cujas decisões são irrecorríveis e irrevogáveis
 O ato de inscrição implica automática e plena concordância com as normas deste estatuto.

Atenção: Não fazemos leitura de portfólio.

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Palhaço Leigo em nova apresentação gênero stand-up: neste vídeo qualquer semelhança com pessoas ou nomes reais é mera coincidência.
Exposição Feira Orgânica, Casa da Xiclet, São Paulo, Maio de 2012.
Palhaço Leigo é um personagem de história em quadrinhos criado em 1999 e a performance foi lançada em 2002, cada apresentação é diferente da outra. É a primeira gravação de apresentação ao vivo lançada no Youtube.

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Xiclet anuncia marginalidade definitiva.

Em entre-vista exclusiva ao musico Moisés Müller e ao cozinheiro Daniel Birolli.

A partir da segunda quinzena do mês de setembro a casa será desocupada e passará a ser utilizada  como aterro alegórico.O novo endereço ainda não foi divulgado, mas em entrevista exclusiva com a Secretária Oficial de Assuntos Pendentes,Adriana Matos Alves Duarte, (43anos e 4meses), verificamos que existe um real interesse em locar um lote na Marginal Pinheiros.

A Entre-vista

Moisés Pergunta:  
Por que essa mudança repentina depois de 10 anos sem Vitória?

Secretária Responde:
É becauseque São Paulo cresceu e ocorreu um deslocamento desnecessário involuntário da margem ao epicentro.
Essa situação meio que tá confundindo a  cabeça das pessoas – vamos seguindo pela ordem  “quem não sabe brincar não desce pro play” tá?

Moisés Pergunta:  
Você se considera deslocada agora? no sentido Hiroshiniano?

Secretária Responde:
Não, me considero locada. Antes eu alugava os outros ,agora eles me alugam e não me enxergam.

Moisés Pergunta:  
Você esta sentida com o Mercado de Artes?

Secretária Responde:
Não, Mercado de Artes não faz sentido nenhum. Não faz nem cócegas assim como
os “arranha-céus não chegam nem aos pés das nuvens” (Maurício Pereira)

Moisés Pergunta:  
O que vem a ser aterro alegórico?

Secretária Responde:
Vontade de sedimentar ( de ser de  menta)

Moisés Pergunta:  
Porque Marginal Pinheiros?

Secretária Responde:
Porque um dia eu vi um menino que trocou o “P” de Pinheiros , por “D” de Dinheiros,
ficando Marginal Dinheiros. Entendeu?

“não seja bienal, não seja marginal” será o título da próxima Bienal Internacional da Casa da Xiclet e terá parte de suas obras expostas ao longo da  Marginal Dinheiros. O título além de fazer refência a obra de Hélio Oiticica  também  faz refência aos  milhôes que a Fundação Bienal deve ao governo, provando que a Bienal é Marginal ao passo que a casa da Xiclet não deve nada ao governo.

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 Abaixo-Assinado ao Minc

Para divulgar, «Copiar e Colar» o texto abaixo  e enviar a seus contatos.
————————————————————————————————Meus Amigos / Minhas Amigas,Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado online: «Abaixo-Assinado ao Minc»
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N22382
Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar.Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos. Vamos juntos fazer democracia!

Obrigado,
Adriana Matos Alves Duarte Xiclet

Para:gabinete@planalto.gov.br

Há mais de um ano os incontáveis fazedores da cultura brasileira tem sentido os duros golpes desferidos por um ministério que em nada se parece com aquele do governo Lula, quando então as políticas públicas começaram a levar em conta a pluralidade exuberante das culturas brasileiras. De lá para cá, não foram poucos os manifestos contra os desmandos anacrônicos da Ministra Ana de Hollanda e contra a parcialidade corporativa de sua gestão.

Nesse momento circula na rede um texto redigido à muitas mãos e assinado por Marilena Chauí, Eduardo Viveiros de Castro, Suley Rolnik, Laymert Garcia dos Santos, Gabriel Cohn, Moacir dos Anjos e Manuela Carneiro da Cunha, abordando de forma incisiva o despreparo da gestão Ana de Hollanda para lidar com as dinâmicas complexas e cambiantes da relação entre cultura e capitalismo no século XXI.

A carta assinada por esses pensadores brasileiros traz à tona toda a insatisfação da sociedade civil com um ministério que se mostra insensível ao diálogo, incapaz de dar continuidade e muito menos aprofundar os processos amplificantes desencadeados durante a gestão Gil/Juca no Ministério da Cultura. Cabe a tod@s nós, produtores e criadores da cultura no Brasil, demonstrarmos nossa concordância e apoio ao documento, somando a ele a nossa voz e nosso desejo de mudança imediata na gestão do MinC.

Os movimentos, entidades e indivíduos que integram o Mobiliza Cultura divulgamos aqui a carta e convidamos a tod@s que a assinem também, numa expressão coletiva da nossa luta pela cultura viva brasileira.

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Despreparo é dolorosamente evidente’, dizem intelectuais sobre gestão do MinC

Carta assinada por Marilena Chauí e Gabriel Cohn, entre outros, diz esperar qu Dilma indique ministro ‘à altura do cargo’; leia íntegra

Na última década, o Ministério da Cultura transformou-se em uma área especialmente dinâmica do governo federal. Ao reconhecer a importância primária das práticas de sentido para a vida social, o Estado deu-se finalmente conta de que tem responsabilidades incontornáveis no que toca ao estímulo, apoio e defesa das manifestações criativas que emergem do povo, ou melhor, dos povos brasileiros como expressão de sua vitalidade e de sua personalidade.

À medida que o país foi ganhando projeção internacional, maior foi se tornando a necessidade de definirmos e consolidarmos a contribuição distintiva que o Brasil espera estar em condições de dar à civilização mundial. Com este objetivo, a abertura da esfera pública a uma multiplicidade de agentes e ações, oriundos de todas as regiões do Brasil, ligados à criação de cultura, isto é, de valor existencial – artistas, ativistas digitais, produtores culturais, editoras independentes, coletivos experimentais, criadores da moda e do design, intelectuais, povos indígenas, comunidades tradicionais, quilombolas, movimentos contra a discriminação de gênero e de orientação sexual, ambientalistas, grupos culturais dos mais variados matizes e propósitos – constituiu-se em uma das experiências institucionais mais inovadoras que o Estado brasileiro jamais promoveu.

Sob a liderança das gestões da cultura durante os 8 anos do governo Lula, o acolhimento entusiástico de uma vasta gama de manifestações antropológicas, tradicionais como modernas, regionais como nacionais, locais como globais, deu direito de cidadania e densidade politica a vários conceitos novos, doravante parte de nosso vocabulário de política pública: “cultura digital”, “pontos de cultura”, “cultura viva”, “patrimônio imaterial”, “cidades criativas”, “economia da cultura”, “diversidade cultural”, “creative commons”, “compartilhamento”, “cultura e pensamento”, “cidadania colaborativa”, “participação setorial” e tantos outros. Um Plano Nacional de Cultura foi redigido pelo MinC com ampla participação dos setores interessados, e foi aprovado pelo Congresso Nacional. Tratou-se de um esforço consistentemente democrático de transformação da agitação social em meio de conquista de uma voz pública, de expressão da força viva dos povos de nosso país nos termos de um discurso de dimensões propriamente políticas, no sentido mais nobre da palavra.

Como herdeiro legítimo deste legado, o governo Dilma tem um grande desafio pela frente. É enorme a expectativa dos inúmeros grupos envolvidos no processo de emancipação cultural iniciado nas gestões passadas. Os que acompanham, como cidadãos, essa histórica reviravolta inquietam-se sobre a orientação que irá prevalecer uma vez encerrado o primeiro ano de uma gestão federal de cultura marcado por hesitações, conflitos e por mudanças de rumo que nos têm parecido infelizes.

É inevitável constatar que houve inúmeras perdas de visibilidade e de nitidez no horizonte da política cultural, comprometendo a imagem de um país que avança para o futuro sem perder a relação com seu passado, e que se moderniza sem destruir suas tradições. Depois de inúmeras notícias desalentadoras ao longo do ano que passou, a opinião pública constata que a presente gestão de nossa política cultural vem se mostrando descomprometida com o legado das conquistas recentes neste âmbito, como o atestam as inúmeras iniciativas de grande impacto dentro e fora do País. É digno de nota, em particular, o que parece ser o total desconhecimento, por parte da atual gestão do MinC, do debate internacional sobre os desafios que o novo regime capitalista globalizado coloca para os criadores em todos os âmbitos da cultura, nesta época em que a criação de valores existenciais se viu capturada e sujeitada pela produção de valor econômico.

O despreparo para a prática do diálogo e do embate crítico por parte dos atuais responsáveis pelo MinC é dolorosamente evidente. É assustador, por exemplo, que em recente entrevista a ministra afirme que tem vivido uma “guerra de nervos” e que todo o seu universo de preocupação esteja reduzido à sensação de que os que discordam de sua gestão estejam apenas querendo derrubá-la de seu posto, deixando de lado o sentido maior da vida democrática que é a possibilidade do diálogo e da reconciliação em benefício de algo público e de grandeza comum.

A criação cultural é indissociável da construção inovadora de horizontes para o País, é a cultura que forma as realidades que nos condicionam e projetam os destinos da vida em comum. Não faz mais sentido pensar nos quadros anacrônicos que tinham a chamada “infraestrutura”, ou economia, como elemento primacial da vida humana, ao passo que a cultura, ou “superestrutura”, era vista como artigo de luxo. Pois não é possível, justamente, entrarmos em pleno século 21 equipados com uma “superestrutura” mental que data do século 19. É um engano gravíssimo um Estado contemporâneo não dar a devida importância à agenda das políticas culturais, pois a economia sem a cultura não pode mais do que propagar a desvalorização de uma sociedade, colocando-a a mercê de interesses estritamente econômicos.

Desde que a crise global se abateu sobre o ocidente capitalista em 2008, a agenda cultural se tornou um tema ainda mais importante para nós e as disputas de sentido vão direcionando os possíveis caminhos a seguir. Ora, foi precisamente neste momento crítico que passamos a constatar a decadência do protagonismo do governo federal na área da política cultural, com a trágica perda de capacidade para gerar consensos mínimos e coordenar o desenho de horizontes para os inúmeros segmentos que estavam sendo reconhecidos pelo governo Lula. Esse perigoso isolamento do MinC pode nos fazer retroceder mais e mais nos próximos anos, ainda que a prosperidade econômica se mantenha. A mera celebração de uma “cultura” concebida como excedente simbólico entregue a profissionais consagrados da indústria de entretenimento certamente não pode substituir a consciência ativa do papel central que a força de trabalho criativa passou a desempenhar no cenário do novo regime capitalista. O MinC de hoje desconhece os sistemas de acumulação financeira, de ganho unilateral de corporações com os direitos autorais e de imagens. Ao tornar-se refém de um modelo institucional arcaico, o governo federal vai aceitando que as forças mais reativas do modelo neoliberal passem a conduzir as subjetividades, tornando-se um instrumento para sustentar apenas desejos sociais compulsivos de consumo, como se estes fossem o meio de produção de sociabilidade.

Neste sentido, a escolha do(a) ministro(a) que a Presidenta tem em suas mãos é um dos trunfos fundamentais na consolidação do projeto de país que se começou a implantar desde o fim da ditadura militar. Esta é uma responsabilidade crucial do governo federal e da sociedade civil, não podendo ser deixada ao sabor da Realpolitik e seus jogos de acomodação partidária. Esperamos que Dilma Rousseff, que tem mostrado grande competência na condução do País em outros setores, confirmada pelos altos índices de aceitação popular, tenha sensibilidade e coragem para indicar um ministro da cultura à altura do que requer este cargo, em vista da importância do Brasil no cenário mundial contemporâneo. Um(a) ministro(a) que alie uma escuta fina para a diversidade cultural, no acompanhamento das complexas demandas culturais internas e na articulação ousada com o cenário internacional, sobretudo em torno dos problemas deste novo estatuto da cultura.

A experiência acumulada por este nome escolhido é algo essencial neste momento. Quer em termos profissionais, quer em familiaridade com a política da criação contemporânea e a rica variedade a de suas manifestações, uma liderança suprapartidária e democrática é o que pode garantir um pulso firme e uma capacidade de gestão dinâmica, de verdadeira liderança nesta direção que o presente nos aponta. Nós signatários, como todos os produtores de cultura neste País, temos nossa parcela de responsabilidade nesta tarefa: cabe a nós o apoio ao futuro portador desta inteligência de qualidade cultural e a exigência de uma escolha acertada para os próximos anos da atual gestão federal neste importante âmbito da vida nacional.

POR MARILENA CHAUÍ, EDUARDO VIVEIROS DE CASTRO, SUELY ROLNIK, LAYMERT GARCIA DOS SANTOS, GABRIEL COHN, MANUELA CARNEIRO DA CUNHA, MOACIR DOS ANJOS

Os signatários

Musica para ouvir enquanto vc visualiza nosso site:

“Todo artista tem direito a dar visibilidade a sua obra”- Marilena Chauí/
“Every artist has the right of his work’s visibility” – Marilena Chauí

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Bom Dia VITÓRIA!


“Toda vez que a internet lhe oferece algo de graça,
isto quer dizer que o produto é você”.

“Todo artista tem direito a dar visibilidade a sua obra”- Marilena Chauí

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“ Não falo de uma comunidade para “fazer obras de arte” porém de algo como experiência na vida real – onde todo tipo de experiência poderia se desenvolver em um novo sentido de vida e sociedade, uma espécie de construção ambiente para a vida em si mesma baseada na premissa de que a energia criativa é inerente em todo mundo (onde as pessoas sentiriam como seu lugar ou lugar delas)… onde este meu grupo poderia fazer coisas, conversar, encontrar pessoas.”

Carta de Hélio Oiticica a Guy Brett, 2 de Abril de 1968

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Nelson Leirner - © Copyright – Web Master Maurício Lima

POZ REAL -   Alex Borges  (in memórian )

A interface de convergências subversivas sob o nome de Nelson Leirner, permanece como o grande estigma vivo da impossibilidade de ruptura total a máquina/sistema que estabelece e define os valores da arte.

A partir de 1968, sob financiamento do I.A.A.S. ( Instituto de Apoio a Atos Subversivos) tem início o ‘STATUS OBLIQUO”, um projeto de protocolagem do artista plástico Nelson Leirner, baseado nos seus conceitos de Multiplos, nas teorias e aparelhos telesubliminares dos dissidentes do MIT, e especialmente nas idéias de W. Burroughs sobre a vindoura “ Geração Eletrônica” cujos membros formariam resistências arte terroristas e midiativistas, vitais para a liberdade de informação na era do controle Hipermidiático.

1970

A primeira fase do projeto consistiu do rastreamento referencial que demarcava o universo da Subversão Artística no passado,até a formação de um gabarito de tendências para as gerações futuras, tendo como ponto de convergência no presente a atuação do cientista de Mediações Transgressivas Nelson Leirner.

A partir deste ano seguiu-se um programa de experimentos com mulheres grávidas onde agentes infiltrados na rede de maternidade de todo o País munidos de aparelhos de alta tecnologia, submetiam as crianças ainda em formação nos úteros de suas mães a impulsos eletrônicos que estimulariam suas capacidades criativas e transgressivas.

Através das informações implantadas em seus subconscientes, estas crianças portariam um vocabulário ou protocolo rebelde em comum, e viriam a constituir um exército de artivistas  fantasmas,vinculados por uma rede subjetiva de idéias que os uniria longe de um controle cada vez mais vigilante.

2002

Alguns integrantes do grupo de crianças “treinadas” de 1970  a 1980, diante da revelação de sua situação de clones de Nelson Leirner, reúnem-se para um levante contra círculos que instituem, oficializam e mediam a arte.

Nada mais preciso que esta transgressão ironicamente se estabelece sob o nome de Bienal Paralela EU QUERO SER NELSON LEIRNER. Uma grande celebração a sua condição de MULTIPLOS VIVOS que revelam a multiplicidade rebelde de artistas jovens que vivem como PORCOS EMPALHADOS ENGRADADOS pelas instituições que discriminam e excluem uns, enquanto enjaulam e exaltam outros através de critérios que ainda permanecem obscuros.

Critérios obscuros/Circulos Heméticos.

Digamos que insatisfeita, a fúria sarcástica de Nelson Leirner tenha deixado de apropriar-se de objetos comuns para questionar dogmas da arte oficializada, e passa-se a apropriar-se das mentes destes jovens, e na contramão eles se apropriassem de tudo o que Leirner representa.

Desmistificado e subvertido

Tudo o que separa

A arte

A vida

O artista

O homem

Qualquer um que declare

EU QUERO SER NELSON LEIRNER

talvez o seja mais que o próprio!

EU QUERO SER NELSON LEIRNER

Poz Real

Alex B. 15.03.2002

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Obsessão_”de”Guilherme Espíndula da Rocha                                             .

Querido Edemar Cid Ferreira

Nunca me esquecerei daquela festa! Foi ali que nos conhecemos, embora você possa afirmar que nunca realmente tenhamos nos conhecido. No meio de tanta gente, lá estávamos nós. Tão próximos um do outro, que me sentia íntimo de você . Eu estava ao seu lado! Me sentia como um Deus poderoso, próximo, paterno. Não sei por quantas vezes, eu esbarrei em você  para que me notasse. Você nunca me olhou, nunca me notou. Ficaram apenas retratos. Caras e Poses das quais riremos juntos mais tarde, quando nos encontrarmos uma ultima vez. Mas eu vi você. E foi então que tudo começou.

Minha obsessão cresceu e tomou conta de mim. Já não dormia. Já não pensava em mais nada. Eu queria ser você! Eu me escondia atrás de você. Te seguia pelas ruas. Perseguia seu carro. Tirava fotos. Lembro uma vez que subornei seu empregado para que me permitisse entrar em sua casa. Deitei em sua cama, usei sua banheira, me babeei em seu espelho…

Recortava tudo que saia nos jornais. Eu sabia tudo sobre você.

FOI ENTAO QUE EU ME SENTI VOCE.

 Eu era Edemar Cid Ferreira! Eu controlava o Banco Santos. Eu era um empresário de sucesso. Eu fiquei famoso. Saia em capas de revistas. Era o dono do mundo. Eu possuía tudo que sempre quis: as mais ricas coleções de arte, as mais belas peças dos museus. Arrebatava as mais preciosas obras do mundo. Eu colocava tudo dentro de minha casa. Eu era o mecenas mais glorioso que este lugar já viu. Produzia as melhores exposições.

Nunca fui tão feliz como quando eu era você. Eu vivi os melhores momentos da sua vida. E brindava todos os dias a nossa saúde. E celebrava a vida com o que ela tinha de melhor a oferecer. Viva a Vida. A sua Vida agora me pertencia!

E quando tudo estava perfeito, você me fez ruir. Você acabou comigo. Destruiu todo meu patrimônio. Me tirou tudo que eu tinha. Me tirou toda minha estimada coleção de artes, meu banco faliu. A vergonha pela qual passei…Meu patrimônio todo foi confiscado. Minha família foi arruinada.

Você me arruinou. Destruiu minha vida. Tomou tudo que eu tinha. Agora estou preso, aqui, nesta cela solitária. Muito longe daquela glória que eu te proporcionei. Muito longe dos momentos felizes que eu te dei. Muito longe…Trancado…Sozinho…

Mas isto não ficara assim: Eu vou sair daqui. Eu vou atrás de você. Eu vou conseguir, pode esperar. Pois eu sou Edemar Cid ferreira, o todo poderoso empreendedor, o empresário do ano. O homem de sucesso!!! Não esqueça meu nome:

Eu sou Edemar…Eu sou Edemar… Eu sou Edemar…Eu sou Edemar…Eu sou Edemar…Eu sou Edemar… Eu sou Edemar…Eu sou Edemar…Eu sou Edemar…

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***FEATURING***

TOM CARNITA TEMPRANO – DJ & KELLY LOVEMONSTER – WRITER
San Francisco

FUCK FOR FOREST – BERLIN
non-profit erotic ecological organization

LANAE ST.JOHN, ACS – SAN FRANCISCO
The MamaSutra – Clinical Sexologist & Sex Educator

DOSSIE EASTON, MFT – SAN FRANCISCO
Psychotherapist & Author

CHARLIE GLICKMAN, PHD – SAN FRANCISCO
Sex Educator & Sex-Positive Activist

POLLY WHITTAKER – SAN FRANCISCO
Sex-Positive community leader & spokesperson

LUCIA EGAÑA – BARCELONA
Film Maker & Social Activist

[SSEX BBOX] EPISODE #2 (Português)

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3 pensamentos em “Casa da Xiclet

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